segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Batom Vermelho

setembro 19, 2016
E aí? :D

Vermelho é provavelmente minha cor favorita, então não é surpresa que eu tenha muitos batons vermelhos.


O primeiro que comprei foi um super vibrante da Payot chamado Danger, usei na formatura do Ensino Médio e depois até quase acabar. Sei que muita gente tem um certo receio em sair com a boca de uma cor tão chamativa, mas a verdade é que batons vemelhos podem ser bem versáteis e puro amor <3
Começando com swatches no braço e depois um pouco mais sobre cada um dos que eu tenho:

Clique para ver maior~



Pink (?) gloss hidratante do kit Pin-Up da Granado
Não sei por que tem esse nome, ele no tubo é um vermelho vivo, mas como é gloss fica bem transparente. Perfeito para dar aquele ar de corado saudável aos lábios, com brilho molhado. Também fica muito bonito sobre outros batons.



Vermerê caneta batom da quem disse, berenice?
Vermelho rosado bem cremoso. Confesso que não gostava muito desse batom no início, por ele não ser um vermelho real. Mas o legal dele é que dá pra passar uma camada bem fina e discreta, pra dar uma corzinha e uma hidratada. É um dos meus preferidos pra fazer gradient lips.



330 da linha Intense de O Boticátio
Vermelho puro matte. É bem seco ao passar, mas não de um jeito que resseque os lábios - e por isso talvez também não seja o matte mais fosco que já vi. Um clássico, sempre preciso de um vermelhão desse tipo.



RD313 Dear My Blooming Lips-talk da Etude House
Esperava que fosse um vermelho mais frio, mas na realidade é muito parecido com o 330, só que um tiquinho de nada mais quente. O acabamento que escolhi é satin, que fica entre o matte e o cremoso. Muito bom de passar nos lábios.




Ballet batom líquido da Dailus
Um vermelho escuro com fundo mais pra frio, meio apagadinho. Não é muito líquido, e sim cremoso. Talvez tenha a ver com a idade, mas por ser cremoso não consigo aplicá-lo de forma homogênea. Quando seco, fica completamente matte.



Cherry Pie Super Stay 24 Color de Maybelline
Vermelho escuro vivo. Esse produto vem com um batom líquido em uma ponta e um hidratante labial na outra. Devem ser usados juntos na ordem correta, porque o batom líquido sozinho deixa os lábios grudentos e pode ressecá-los. Por conta disso não tem efeito matte, mas dura horrores na boca e o aplicador é maravilhoso.



Snow White Lip Smacking Fun Colors da NYX
Vermelho bem escuro, meio queimado, lindão. Pena que a embalagem dos batons da NYX seja tão péssima. Ele é muito cremoso, então acontece de escorregar ou borrar. Mas que é bonito, isso é, e por isso tenho dó me de desfazer dele...



Deep Red Lip Liner Pencil da NYX
Incluí na lista apesar de não ser exatamente batom, e eu não recomendo tentar usá-lo como um - ele resseca muito. Mas a cor é bonita (um vermelho escuro quente) e ele cumpre sua função original, que é contornar lábios - imprescindível na hora de passar batons líquidos.

BE110 Dear My Blooming Lips-talk da Etude House
Essa cor é novidade pra mim: um vermelho meio telha. Apesar de ser relativamente escuro e avermelhado, é bem mais discreto do que um vermelho comum. Gostei bastante, e mais uma vez a fórmula satin é muito boa.


Batom vermelho é tudo de bom! Por menores que sejam as diferenças, cada um tem seu charme.
Acho que de todos esses o mais baratinho foi o da NYX, paguei cerca de 3 dólares no eBay. O mais caro provavelmente foi o da Maybelline, deve ter sido o equivalente a uns R$40. Os outros todos na faixa de R$20, bem acessíveis ;) 

Recomendo <3:

330 da linha Intense de O Boticátio - bom, bonito, barato e nacional (apesar de que vou começar a usar o da Etude no lugar)
BE110 Dear My Blooming Lips-talk da Etude House - gracinha por dentro e por fora~
Cherry Pie Super Stay 24 Color de Maybelline - com a aplicação correta, dura de verdade.

E vocês, quais batons vermelhos são seus prediletos? :D







segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Making of: Corset

setembro 12, 2016
Oi!

Como vão?

Recentemente concluí um projeto que queria fazer há muito tempo, então resolvi compartilhar meu orgulhinho com vocês! Como sabem, adoro moda histórica e moda alternativa, e uma coisa que ambas têm em comum são os corsets.

Ficou assim! <3

Lembrando que existe uma grande diferença entre corset (ou espartilho, em português) e o chamado corselet ou corpete: enquanto o corset ~de verdade~ é feito com materiais mais resistentes para modelar o corpo e durar bastante, inclusive como peça íntima, o corselet é uma adaptação moderna que tem função apenas estética como peça de roupa.

É só pensar que as mulheres da Era Vitoriana, por exemplo, usavam corset sob os vestidos por horas a fio, todos os dias, durante anos - e fica claro que esse corset não poderia ser feito apenas com cetim e barbatanas de plástico!

Eu já tinha tentado fazer corsets antes, mas devido a uma modelagem e materiais inadequados, mesmo usando barbatanas metálicas eles não passavam de corselets. Apesar de algumas restrições, consegui encontrar materiais mais apropriados e confeccionar, espero, a primeira de muitas peças desse tipo.

O modelo é um waist cincher - ou seja, abrange apenas a região da cintura mesmo, quase como um cinto largo. Isso foi uma decisão econômica, já que me permitiu gastar uns materiais sobressalentes que tinha aqui em casa e praticar técnicas novas em uma escala menor!

Molde~

Eu mesma tracei o molde, com uma redução/redistribuição de 10cm somente na cintura. Essa é considerada uma medida não muito extrema, mas o efeito é visível. Escolhi um tecido preto com brilho prateado para a parte de fora e forro listrado preto-e-branco (meio Tim Burton?), bem minimalista.

De frente, fora do corpo

Esse sistema de abrir e fechar o corset na frente surgiu no século XIX, e é uma mão na roda. Acho lindos aqueles corsets que são lisos na frente, só com o lacing atrás, mas devem ser muito mais difíceis de vestir. 

Meu corset tem esse busk na frente, um par de barbatanas "retas" atrás (dei uma entortadinha nelas por conta da minha lordose) e mais 8 barbatanas espiraladas distribuídas por ele todo. Na próxima vez com certeza colocarei mais barbatanas, para diminuir esse aspecto enrugado.

Parte interna do corset

Caprichei ao máximo na construção dessa peça, queria que ficasse tão bonita por dentro quanto por fora e durasse bastante. Ainda cometi alguns erros, mas é normal. O fato de ter forro ajuda muito a esconder alguns errinhos, mas as costuras estão bem bonitas por fora e o viés foi todo costurado com pontos invisíveis à mão.

Detalhes

A foto acima à direita mostra um exemplo de flossing, que é um bordado que não só decora o corset como ajuda a segurar as barbatanas no lugar, para que elas não "pulem" sob a pressão. Não tenho muito experiência com bordado, então só fiz em alguns pontos nas costas, mas até que ficou bonitinho~

Já tenho mil ideias borbulhando para os próximos projetos! Quero experimentar novas técnicas e materiais.
Pra quem se interessar, tenho um painel no Pinterest só com espartilhos inspiradores, desde os históricos até os mais modernos: https://br.pinterest.com/shirayukin/corsets/

Até a próxima :D


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

setembro 05, 2016
Olá!

No sábado visitei pela primeira vez a Bienal Internacional do Livro, o que é meio estranho já que gosto de ler - apesar de não fazê-lo com a frequência que gostaria/deveria.

Spoiler: nem compramos muita coisa

Chegamos por volta das 14h e o pavilhão estava muito cheio. Demos uma voltinha de reconhecimento e logo fomos almoçar. Acho que vale a pena levar sua própria água e até algo para comer, achei as lanchonetes da praça de alimentação caras e não necessariamente boas. Talvez tivesse sido melhor experimentar os food trucks, mas só os encontramos bem mais tarde.

 Tcharã

Enquanto outros eventos tentam diversificar e às vezes acabam perdendo o foco, a Bienal do Livro é bem fiel ao nome: tem muitos livros, além de revistas e quadrinhos. Gostei disso. Achei muito legal também o clima de proximidade entre os autores famosos, os pequenos/iniciantes e o público. Vi vários autores nacionais assinando suas obras, gente fazendo cosplay dos personagens...

O clima da Bienal é bem esse: chegam pessoas pra te mostrar com orgulho o livro que elas mesmas escreveram, ou um vendedor simpático acha que você tem cara de quem vai gostar do autor tal, ou até outros amantes da leitura te fazem recomendações. Afinal, todo mundo ali tem o mesmo hobby. Bem fofo haha

Quem pode, pode


Eu fui ao evento com um orçamento preparado e uma vaga ideia do que iria comprar: estava de olho naquelas edições bonitas de Agatha Christie pela Nova Fronteira e talvez pegasse Jane Austen, Anne Rice ou algo sobre quadrinhos ou animação.

Na prática, tinha tanta gente que mal dava pra circular pelas lojas procurando títulos específicos, pior ainda passear pra "ver o que tem"; fazia calor e era abafado. Péssima situação para alguém indecisa como eu, que gosto de olhar tudo, pensar bastante e escolher com calma.

Espaço de Cordel, Repente e xilogravuras, e vista de fora do evento

Ao longo do dia a multidão foi se aquietando e diminuindo, e apesar do cansaço ficou bem mais agradável entrar nas lojas. A que mais gostamos foi a da editora Aleph, que eu não conhecia pelo nome mas descreveria como "a editora dos livros bons com capas lindas". As obras estavam com um pequeno desconto e compras acima de R$60 davam direito a um pôster de Neuromancer ou Os Sete (de André Vianco, autor nacional que estava lá autografando também). 

Enquanto algumas editoras tinham pilhas de livros a R$10, outras não davam desconto, promoção ou brinde. Notei também que a maioria tinha preços fixos mas algumas aceitavam ofertas e pechinchas. Nem todas aceitam cartão. Acho que é importante pesquisar preços antes se for comprar muitas coisas~

Biblioteca móvel do Sesc

Gostei muito de ter ido, apesar de cansativo. Não tenho com o que comparar, mas meu irmão já foi em edições passadas e achou que dessa vez as lojas em geral pareciam menores e com menos produtos interessantes.

Eu com certeza iria novamente, mas num horário menos concorrido e com uma lista em mãos de livros para procurar, com editora e preço. Acho que isso cortaria bastante o fator indecisão. Não pegamos nenhuma palestra mas também é algo interessante a se considerar!

 
Faz tempo que não posto look do dia, né? Top da Renner, colar (de sapatinhos da Barbie) e saia (lembram que essa saia era um vestido?) handmade, sandália Melissa.

Bem, vamos ao que interessa: os livros!


Tokyogaqui: um Japão imaginado
R$5,00 na lojinha do SESC

História da Literatura de Cordel
Proezas de João Grilo
A visita que fez Satanás a Juazeiro
Os 3 livretos por R$10 no estande de Cordel e Repente

Eu, Robô
Neuromancer
R$35 (aproximadamente) cada na Aleph - e ganhei um pôster lindão com a arte da capa de Neuromancer

O Espadachim de Carvão
R$10 na loja da Leya

Devorei Eu, Robô no domingo - é maravilhoso, preciso de mais Asimov na minha vida. Robôs, cara. Agora vou começar Neuromancer, que comprei em parte pra não ficar aquela coisa poser de ter o pôster sem ler o livro haha. E sei que é um livro muito influente e recomendado, então estou ansiosa pra começar.

Às vezes eu passo um tempão sem ler nada, aí quando pego um livro de novo lembro o quanto ler é bom.

E vocês, o que andam lendo?

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aprendendo idiomas ~de graça~

agosto 15, 2016
Olá!

O tema de hoje é um pouco diferente do usual, mas é algo que acho muito interessante: aprender novos idiomas. Alguns são exigência do mercado de trabalho ou da vida mesmo, como o inglês. Outros podem aparecer na vida graças a parentes, amigos, conveniência, necessidade, hobbie... O fato é que a língua de um país é uma reflexão de toda a sua cultura e história, e isso é incrível (sem entrar no mérito das línguas inventadas, que representam culturas que nem existem!)

O que acontece comigo e, suponho, com outros também, é que nem sempre é possível fazer uma "provinha" e determinar com precisão qual o seu nível de conhecimento naquele idioma. Às vezes você ouve tudo, mas não fala nada; consegue ler, mas não entende o significado; sabe algumas coisas, mas não o suficiente pra se comunicar do jeito que gostaria.

Como recentemente comecei a me dedicar mais aos estudos de línguas por conta própria, resolvi compartilhar algumas dicas de técnicas e aplicativos de celular (disponíveis de graça, e aqui não rola patrocínio nenhum) que têm me ajudado a desenvolver as habilidades em níveis de conhecimento diferentes.

Nível Básico

Os bebês começam a aprender a língua mãe apenas ouvindo. Mesmo que com legenda, é importante assistir muitos filmes e ouvir muitas músicas na língua que se quer aprender. Pelo menos um pouquinho de vocabulário vai acabar sendo absorvido por osmose: geralmente palavras simples como "eu", "você" e "ohayou". Alguns jogos básicos também são bons porque aliam audição, leituras curtas e ganhar, que é o mais importante.
Além disso (já que não somos mais bebês), a internet é cheia de listas de palavras úteis nas mais diversas línguas e tabelas com alfabetos não-latinos e suas romanizações, se for o caso. É importante não só olhar os caracteres, mas tentar escrevê-los, montar palavras e depois frases. O tradutor do Google pode não ser muito certeiro, especialmente para frases mais complexas, mas é uma mão na roda nesse comecinho.

Nível "Intermediário"

Aqui é mais comum ter aquela área cinzenta que descrevi no começo do post: saber muito de uma coisa e pouco de outra. Por isso, os métodos mais úteis dependem das suas necessidades específicas. Em geral, acho legal ler quadrinhos ou histórias ilustradas no idioma que está estudando (textos curtos, imagens ajudando a compreensão). Melhor ainda seria tentar traduzi-los. O mesmo vale para músicas! Ir no karaokê, então, é um exercício completo: ouvir, falar/cantar, ler e interpretar a letra.
Aqui sim recomendo assistir animações, que costumam ter vocabulário mais básico, sem legenda ou com legenda no idioma original. Mudar o idioma do celular (mas não do teclado, né...) também pode ser uma boa, para ter contato diário com a língua. Só é importante lembrar: não adianta querer dar o passo maior do que as pernas; é melhor ir aumentando a dificuldade aos poucos. Mas também não adianta praticar só o que já se sabe: um pouco de desafio faz parte.


Nível Avançado

Acho que o mais importante nesse estágio é conseguir confiança para efetivamente comunicar o conhecimento já adquirido. E mesmo quando você já é craque num idioma, é muito importante praticar sempre pra não acabar esquecendo. Recomendo assistir muitos filmes e séries no idioma original sem legenda - de preferência com atores de carne e osso, que costumam falar de um jeito mais natural do que dubladores de desenhos e afins.
Participar ativamente de fóruns ou discussões online sobre assuntos que interessam também é legal porque, além de aprimorar o vocabulário especializado, é relativamente comum que outras pessoas corrijam erros gramaticais. Ter um pen pal/amigo por correspondência (ou email) internacional é outra ideia que vale a pena.

Comecei a aprender coreano por conta própria recentemente (depois de ter tentado por um breve período no colegial). Além de assistir doramas e ouvir k-pop, apesar de nem gostar tanto, alguns apps de celular têm me ajudado muito. Todos podem ser usados gratuitamente, mas nem sempre tem a versão em português (eu uso em inglês). São eles:

Korean Lite: o básico do básico, sempre útil. Palavras e frases simples separadas por situação de uso (várias são pagas, mas as gratuitas já ajudam bastante). Inclui a palavra/frase em hangeul, a versão romanizada, a tradução em inglês e um áudio demonstrando a pronúncia. Simples, mas eficaz.


Google Translate: o aplicativo para celular é ótimo, com funções que não conhecia no site. Com ele dá pra traduzir palavras e frases de praticamente qualquer idioma para outro. Isso pode ser feito digitando (no teclado tradicional ou teclado virtual na língua desejada), desenhando os caracteres na touchscreen, falando ou até mesmo tirando uma foto do texto que deseja traduzir - minha parte preferida. Também dá pra ouvir a pronúncia e traduções alternativas, então apesar da dificuldade do app com frases, é um dos mais versáteis.


PopPopping Korean - Pronunciation: app mais gracinha de todos. Minha sessão predileta é a "Rhythm Hangeul": você arrasta as letras para formar a sílaba e então a palavra, com recursos visuais e sonoros para ajudar a memorização. Parece um joguinho, mas não tem como ganhar ou perder. Muitas palavras são referências a k-pop. Os outros menus do aplicativo explicam um pouco da história e pronúncia da língua.

PopPopping Korean - Conversation: dos mesmos produtores do aplicativo anterior, esse app é um pouco mais avançado: já precisa saber ler os caracteres. São várias animações acompanhando o alienígena Pop enquanto ele tenta se enturmar com humanos na Coréia. Cada episódio tem 3 etapas: vídeo em que os personagens conversam dentro de um tema, depois questões de múltipla escolha, e então algumas frases para você treinar a pronúncia (o app não dá nota). 


Eggbun: funciona como um chat, só que de mentirinha. O mascote do aplicativo "conversa" com você, ensinando desde o começo, passo a passo - e você tem que responder corretamente pra mostrar que aprendeu e passar para a próxima lição. Esse é o que mais tem me ajudado, a repetição realmente fixa na memória.

Espero que esse post ajude alguém que também se interesse pelo assunto!

Até a próxima~



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Picnic no Parque Villa-Lobos

agosto 09, 2016
Ois!

Domingo eu e uns amigos combinamos de ir ao Parque do Carmo para ver as cerejeiras em flor.Como já deve ter dado pra notar pelo título do post, nossos planos não deram muito certo - mas nem por isso deixou de ser uma tarde super agradável <3
Vários amiguinhos acabaram não podendo ir no dia, e a fila de carros para entrar no parque estava imensa e paradíssima, então decidimos ir ao Parque Villa-Lobos para o nosso picnic.

Nunca vi um parque tão cheio! 

Nunca tinha visitado o Villa-Lobos antes, mas é ótimo! Tinha gente fazendo de tudo: picnic, tomando sol, tocando violão, praticando esportes (o parque tem várias áreas apropriadas, mas vi pessoas improvisando também), andando de bicicleta, skate e nos triciclos do parque... Mas o que mais tinha pessoas fazendo, adivinha?

Onde três Pokéstops com lure se encontram

Adoro ver a galera jogando Pokémon Go na rua, fico tão feliz <3
Lógico que fui pra jogar também, afinal é de se esperar que na capital tenha mais Pokéstops do que aqui no interior! Não saí decepcionada, nesse parque tinha várias, todas sempre com lure. Não peguei nenhum Pokémon raro, mas consegui alguns novos e evoluí para lvl 10~

Não dá pra jogar basquete e PoGo ao mesmo tempo :/

Orquidário e euzinha com cara de cansada



Para encerrar o passeio, visitamos o Orquidário Ruth Cardoso. Nem tinha tantas plantas/flores, talvez tenha a ver com a época do ano, mas o prédio semi-esférico é interessante e acho que vale a visita :)

Aquela luz dramática do fim da tarde

Foi uma tarde muito gostosa, o Parque Villa-Lobos é muito bom e eu gostaria de visitá-lo de novo, talvez num dia menos cheio, ainda mais depois de saber que tem outros pontos interessantes para visitar lá dentro. Da próxima vez vou preparada pra procurar uns geocaches também!

Por hoje é só~
Obrigada por ler, até a próxima!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sobre a "morte de Harajuku"

agosto 01, 2016
Olá!

Hoje vai ter textão~

Pra quem não conhece, Harajuku é uma região de Shibuya, um bairro de Tokyo, e é dali que surgem alguns dos mais ousados e interessantes estilos de rua do mundo. Principalmente a partir dos anos 90 a área se tornou um ponto de congregação de jovens interessados em moda, vasculhando as ruas cheias de lojas de marcas que vão do indie ao mercado de luxo. O bairro fica num ponto vital da cidade, com localização nobre, e abriga também o grande Templo Meiji, o parque Yoyogi, vários restaurantes e alguns museus.

Rua Takeshita em Harajuku

Não sei vocês, mas eu tenho ouvido muito falar da morte (ou declínio, para os menos exagerados) de Harajuku como centro de moda. Desde esse artigo do Tokyo Fashion a discussões mais casuais em blogs e redes sociais. Há uma evidente preocupação com a situação atual da moda de rua japonesa e seu futuro, e acredito que para todos os interessados não só em j-fashion, mas em moda alternativa em geral, vale a pena se aprofundar no assunto.

Pra começar, essa conversa não é exatamente nova. De tempos em tempos aparece alguém falando que o estilo x está morrendo, não existe mais no Japão e coisas do tipo. O fato é que modas vêm e vão, deixam de ser populares com o tempo, mas em geral sempre resta pelo menos um pequeno grupo de seguidores ferrenhos que nunca as abandonam.

Mas quando se fala de mudanças em Harajuku em si, o problema é maior porque o bairro é tradicionalmente um criadouro de novos estilos. Com o recente fechamento das lojas físicas das marcas h.Naoto e Milklim, toda a atenção se voltou para essa questão. Por que tantas lojas têm fechado nos últimos anos? E quão reais são os rumores sobre a diminuição de alternativos circulando por Harajuku?

A loja da Milklim em Harajuku fechou as portas em Julho.


Várias hipóteses têm sido levantadas. Não acredito que uma ou outra seja a singular responsável: provavelmente são vários fatores que vêm afetando a cena alternativa no Japão, e um vai exacerbando o outro.

Um desses fatores é o aumento do turismo. Isso pode soar bom, e talvez até seja do ponto de vista econômico tradicional. Em teoria, quanto mais pessoas, mais vendas. Contudo, os turistas que visitam Harajuku para ver e tirar fotos dos estilos diferentes que existem por lá não são as mesmas pessoas que efetivamente compram roupas desses estilos. Eles entram nas boutiques alternativas, tiram fotos das lolitas, e vão pra H&M comprar uma camiseta.

Daí já se tiram várias outras questões: cada vez aparecem mais lojas de fast fashion e fast food para atender à demanda de turistas, por vezes tomando o espaço das marcas de nicho; as preparações para eventos como as Olimpíadas de Tokyo em 2020 significam dispersar os grupos de jovens em locais públicos, além da renovação de vários prédios, o que encarece o aluguel para as lojas menores.

É cada vez mais difícil encontrar cosplayers e pessoas vestindo moda alternativa na Ponte Jingu, antigamente um dos points de Harajuku. Foto: camknows

Além disso, algumas das tribos urbanas não gostam de ser fotografadas e tratadas como algo exótico pelos gringos gaijins e passam a evitar se expor em Harajuku. Com as redes sociais, fica fácil compartilhar seus looks sem precisar sequer sair de casa. Isso, combinado com o envelhecimento da população japonesa/diminuição do número de jovens no país, explicaria o aparente sumiço da juventude estilosa das ruas.

Mas será que é "só" isso? Até agora falamos mais de como fatores externos às comunidades alternativas as afetam. Mas e as mudanças internas?

Vi alguns textos culpando principalmente o comércio de réplicas e os competidores estrangeiros, e como eles diminuem as vendas das boutiques japonesas. Apesar de ser um ponto importante, afinal existe aí uma competição direta, acredito que o problema talvez seja mais profundo.

Conversando certa vez com minha professora de inglês para estrangeiros em Londres, ela comentou que alguns anos atrás vários alunos japoneses iam às aulas vestidos nos trinques em estilos alternativos, super inovadores e comprometidos com seu visual. Hoje em dia, porém, todo mundo usa roupas mais... comuns.

Lojas das redes H&M e Forever 21 em Harajuku. O problema não é tanto a fast fashion em si, mas o impacto que tem sobre as lojas sem igual do bairro.

É fato que a proliferação das redes de fast fashion, oferecendo roupas de forma fácil, rápida, barata e ainda com estilo, causa mudanças no comportamento dos jovens consumidores de moda. Usar um estilo alternativo dá trabalho, pode custar muito caro e tem um impacto social que nem sempre é desejado.

Também não podemos negar a influência da globalização, com o compartilhamento de estilos através da internet. Assim como alguns de nós se inspiram nas j-fashions, a moda japonesa é influenciada principalmente pelas tendências norte-americanas e sul-coreanas, o que leva a uma certa massificação do vestuário.

Muitos dos estilos que reconhecemos como representativos de Harajuku nasceram de uma vontade de se opor às rígidas regras da sociedade - um pouco como o movimento Punk no Ocidente. Mas essa ferocidade do início naturalmente vai minguando, até que existam poucos adeptos do estilo como era originalmente. A influência fica, mas de forma diluída. Assim também as Ganguros deram espaço a estilos mais suaves de Gyaru, e a moda do OTT Sweet Lolita vai se voltando para um Classic mais simples.

A modelo RinRin Doll explica que para ela a moda Lolita tem um quê de feminismo, já que a pessoa não se veste para agradar os outros, mas a si mesma.

A moda é cíclica e precisa desses "respiros" depois de momentos muito intensos. Mesmo dentro de estilos alternativos, que são em geral mais exagerados por excelência, existe esse vai-e-vem - com a exceção de uns poucos corajosos. É um processo natural e que pode ser positivo, por dar a oportunidade de refletir, "resetar", e quem sabe criar algo mais inovador ainda da próxima vez.

Alguns estilos mais recentes, como Larme e Peco-kei, são bem mais próximos da moda mainstream do que, digamos, Visual-kei e Decora - mas nem por isso são ruins. São cheios de possibilidades de crescimento justamente por serem tão abertos à interpretação.

Swankiss/Larme: alternativa suave

É triste ver lojas fechando, mas sabemos que algumas delas permanecem com lojas online ou em outros pontos. Não é o fim para eles. Pessoalmente só espero que, mesmo com todos esses fatores externos, a geração atual de fashionistas não acabe ficando estagnada, se contentando com o estilo ready-to-wear e deixe de flexionar os músculos criativos. Harajuku sempre foi tido como um poço de criatividade e seria uma grande pena perder isso.

Ainda assim, vale lembrar que a criatividade está dentro dos indivíduos. Mesmo se Harajuku como conhecemos hoje fosse demolida e virasse um shopping center gigante patrocinado pela Coca-Cola e McDonald's, a história e a influência do bairro devem continuar. A vontade de querer inovar e se expressar através da vestimenta não está atrelada àquele lugar físico - é uma opção que milhares de pessoas fazem todos os dias, em todo o mundo!

Então, respondendo à pergunta: Harajuku está morrendo?
Acho que Harajuku e seus estilos são que nem a Sininho: existem enquanto houver quem acredite neles.

Fica aqui um convite à discussão!


MIDIAS SOCIAIS

Contato

shirayukin@hotmail.com
juliana.pomon@gmail.com