segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aprendendo idiomas ~de graça~

agosto 15, 2016
Olá!

O tema de hoje é um pouco diferente do usual, mas é algo que acho muito interessante: aprender novos idiomas. Alguns são exigência do mercado de trabalho ou da vida mesmo, como o inglês. Outros podem aparecer na vida graças a parentes, amigos, conveniência, necessidade, hobbie... O fato é que a língua de um país é uma reflexão de toda a sua cultura e história, e isso é incrível (sem entrar no mérito das línguas inventadas, que representam culturas que nem existem!)

O que acontece comigo e, suponho, com outros também, é que nem sempre é possível fazer uma "provinha" e determinar com precisão qual o seu nível de conhecimento naquele idioma. Às vezes você ouve tudo, mas não fala nada; consegue ler, mas não entende o significado; sabe algumas coisas, mas não o suficiente pra se comunicar do jeito que gostaria.

Como recentemente comecei a me dedicar mais aos estudos de línguas por conta própria, resolvi compartilhar algumas dicas de técnicas e aplicativos de celular (disponíveis de graça, e aqui não rola patrocínio nenhum) que têm me ajudado a desenvolver as habilidades em níveis de conhecimento diferentes. Espero que ajude mais alguém! :D

Nível Básico

Os bebês começam a aprender a língua mãe apenas ouvindo. Mesmo que com legenda, é importante assistir muitos filmes e ouvir muitas músicas na língua que se quer aprender. Pelo menos um pouquinho de vocabulário vai acabar sendo absorvido por osmose: geralmente palavras simples como "eu", "você" e "ohayou". Alguns jogos básicos também são bons porque aliam audição, leituras curtas e ganhar, que é o mais importante.
Além disso (já que não somos mais bebês), a internet é cheia de listas de palavras úteis nas mais diversas línguas e tabelas com alfabetos não-latinos e suas romanizações, se for o caso. É importante não só olhar os caracteres, mas tentar escrevê-los, montar palavras e depois frases. O tradutor do Google pode não ser muito certeiro, especialmente para frases mais complexas, mas é uma mão na roda nesse comecinho.

Nível "Intermediário"

Aqui é mais comum ter aquela área cinzenta que descrevi no começo do post: saber muito de uma coisa e pouco de outra. Por isso, os métodos mais úteis dependem das suas necessidades específicas. Em geral, acho legal ler quadrinhos ou histórias ilustradas no idioma que está estudando (textos curtos, imagens ajudando a compreensão). Melhor ainda seria tentar traduzi-los. O mesmo vale para músicas! Ir no karaokê, então, é um exercício completo: ouvir, falar/cantar, ler e interpretar a letra.
Aqui sim recomendo assistir animações, que costumam ter vocabulário mais básico, sem legenda ou com legenda no idioma original. Mudar o idioma do celular (mas não do teclado, né...) também pode ser uma boa, para ter contato diário com a língua. Só é importante lembrar: não adianta querer dar o passo maior do que as pernas; é melhor ir aumentando a dificuldade aos poucos. Mas também não adianta praticar só o que já se sabe: um pouco de desafio faz parte.


Nível Avançado

Acho que o mais importante nesse estágio é conseguir confiança para efetivamente comunicar o conhecimento já adquirido. E mesmo quando você já é craque num idioma, é muito importante praticar sempre pra não acabar esquecendo. Recomendo assistir muitos filmes e séries no idioma original sem legenda - de preferência com atores de carne e osso, que costumam falar de um jeito mais natural do que dubladores de desenhos e afins.
Participar ativamente de fóruns ou discussões online sobre assuntos que interessam também é legal porque, além de aprimorar o vocabulário especializado, é relativamente comum que outras pessoas corrijam erros gramaticais. Ter um pen pal/amigo por correspondência (ou email) internacional é outra ideia que vale a pena.

Comecei a aprender coreano por conta própria recentemente (depois de ter tentado por um breve período no colegial). Além de assistir doramas e ouvir k-pop, apesar de nem gostar tanto, alguns apps de celular têm me ajudado muito. Todos podem ser usados gratuitamente, mas nem sempre tem a versão em português (eu uso em inglês). São eles:

Korean Lite: o básico do básico, sempre útil. Palavras e frases simples separadas por situação de uso (várias são pagas, mas as gratuitas já ajudam bastante). Inclui a palavra/frase em hangeul, a versão romanizada, a tradução em inglês e um áudio demonstrando a pronúncia. Simples, mas eficaz.


Google Translate: o aplicativo para celular é ótimo, com funções que não conhecia no site. Com ele dá pra traduzir palavras e frases de praticamente qualquer idioma para outro. Isso pode ser feito digitando (no teclado tradicional ou teclado virtual na língua desejada), desenhando os caracteres na touchscreen, falando ou até mesmo tirando uma foto do texto que deseja traduzir - minha parte preferida. Também dá pra ouvir a pronúncia e traduções alternativas, então apesar da dificuldade do app com frases, é um dos mais versáteis.


PopPopping Korean - Pronunciation: app mais gracinha de todos. Minha sessão predileta é a "Rhythm Hangeul": você arrasta as letras para formar a sílaba e então a palavra, com recursos visuais e sonoros para ajudar a memorização. Parece um joguinho, mas não tem como ganhar ou perder. Muitas palavras são referências a k-pop. Os outros menus do aplicativo explicam um pouco da história e pronúncia da língua.

PopPopping Korean - Conversation: dos mesmos produtores do aplicativo anterior, esse app é um pouco mais avançado: já precisa saber ler os caracteres. São várias animações acompanhando o alienígena Pop enquanto ele tenta se enturmar com humanos na Coréia. Cada episódio tem 3 etapas: vídeo em que os personagens conversam dentro de um tema, depois questões de múltipla escolha, e então algumas frases para você treinar a pronúncia (o app não dá nota). 


Eggbun: funciona como um chat, só que de mentirinha. O mascote do aplicativo "conversa" com você, ensinando desde o começo, passo a passo - e você tem que responder corretamente pra mostrar que aprendeu e passar para a próxima lição. Esse é o que mais tem me ajudado, a repetição realmente fixa na memória.

Espero que esse post ajude alguém que também se interesse pelo assunto!

Até a próxima~



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Picnic no Parque Villa-Lobos

agosto 09, 2016
Ois!

Domingo eu e uns amigos combinamos de ir ao Parque do Carmo para ver as cerejeiras em flor.Como já deve ter dado pra notar pelo título do post, nossos planos não deram muito certo - mas nem por isso deixou de ser uma tarde super agradável <3
Vários amiguinhos acabaram não podendo ir no dia, e a fila de carros para entrar no parque estava imensa e paradíssima, então decidimos ir ao Parque Villa-Lobos para o nosso picnic.

Nunca vi um parque tão cheio! 

Nunca tinha visitado o Villa-Lobos antes, mas é ótimo! Tinha gente fazendo de tudo: picnic, tomando sol, tocando violão, praticando esportes (o parque tem várias áreas apropriadas, mas vi pessoas improvisando também), andando de bicicleta, skate e nos triciclos do parque... Mas o que mais tinha pessoas fazendo, adivinha?

Onde três Pokéstops com lure se encontram

Adoro ver a galera jogando Pokémon Go na rua, fico tão feliz <3
Lógico que fui pra jogar também, afinal é de se esperar que na capital tenha mais Pokéstops do que aqui no interior! Não saí decepcionada, nesse parque tinha várias, todas sempre com lure. Não peguei nenhum Pokémon raro, mas consegui alguns novos e evoluí para lvl 10~

Não dá pra jogar basquete e PoGo ao mesmo tempo :/

Orquidário e euzinha com cara de cansada



Para encerrar o passeio, visitamos o Orquidário Ruth Cardoso. Nem tinha tantas plantas/flores, talvez tenha a ver com a época do ano, mas o prédio semi-esférico é interessante e acho que vale a visita :)

Aquela luz dramática do fim da tarde

Foi uma tarde muito gostosa, o Parque Villa-Lobos é muito bom e eu gostaria de visitá-lo de novo, talvez num dia menos cheio, ainda mais depois de saber que tem outros pontos interessantes para visitar lá dentro. Da próxima vez vou preparada pra procurar uns geocaches também!

Por hoje é só~
Obrigada por ler, até a próxima!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Sobre a "morte de Harajuku"

agosto 01, 2016
Olá!

Hoje vai ter textão~

Pra quem não conhece, Harajuku é uma região de Shibuya, um bairro de Tokyo, e é dali que surgem alguns dos mais ousados e interessantes estilos de rua do mundo. Principalmente a partir dos anos 90 a área se tornou um ponto de congregação de jovens interessados em moda, vasculhando as ruas cheias de lojas de marcas que vão do indie ao mercado de luxo. O bairro fica num ponto vital da cidade, com localização nobre, e abriga também o grande Templo Meiji, o parque Yoyogi, vários restaurantes e alguns museus.

Rua Takeshita em Harajuku

Não sei vocês, mas eu tenho ouvido muito falar da morte (ou declínio, para os menos exagerados) de Harajuku como centro de moda. Desde esse artigo do Tokyo Fashion a discussões mais casuais em blogs e redes sociais. Há uma evidente preocupação com a situação atual da moda de rua japonesa e seu futuro, e acredito que para todos os interessados não só em j-fashion, mas em moda alternativa em geral, vale a pena se aprofundar no assunto.

Pra começar, essa conversa não é exatamente nova. De tempos em tempos aparece alguém falando que o estilo x está morrendo, não existe mais no Japão e coisas do tipo. O fato é que modas vêm e vão, deixam de ser populares com o tempo, mas em geral sempre resta pelo menos um pequeno grupo de seguidores ferrenhos que nunca as abandonam.

Mas quando se fala de mudanças em Harajuku em si, o problema é maior porque o bairro é tradicionalmente um criadouro de novos estilos. Com o recente fechamento das lojas físicas das marcas h.Naoto e Milklim, toda a atenção se voltou para essa questão. Por que tantas lojas têm fechado nos últimos anos? E quão reais são os rumores sobre a diminuição de alternativos circulando por Harajuku?

A loja da Milklim em Harajuku fechou as portas em Julho.


Várias hipóteses têm sido levantadas. Não acredito que uma ou outra seja a singular responsável: provavelmente são vários fatores que vêm afetando a cena alternativa no Japão, e um vai exacerbando o outro.

Um desses fatores é o aumento do turismo. Isso pode soar bom, e talvez até seja do ponto de vista econômico tradicional. Em teoria, quanto mais pessoas, mais vendas. Contudo, os turistas que visitam Harajuku para ver e tirar fotos dos estilos diferentes que existem por lá não são as mesmas pessoas que efetivamente compram roupas desses estilos. Eles entram nas boutiques alternativas, tiram fotos das lolitas, e vão pra H&M comprar uma camiseta.

Daí já se tiram várias outras questões: cada vez aparecem mais lojas de fast fashion e fast food para atender à demanda de turistas, por vezes tomando o espaço das marcas de nicho; as preparações para eventos como as Olimpíadas de Tokyo em 2020 significam dispersar os grupos de jovens em locais públicos, além da renovação de vários prédios, o que encarece o aluguel para as lojas menores.

É cada vez mais difícil encontrar cosplayers e pessoas vestindo moda alternativa na Ponte Jingu, antigamente um dos points de Harajuku. Foto: camknows

Além disso, algumas das tribos urbanas não gostam de ser fotografadas e tratadas como algo exótico pelos gringos gaijins e passam a evitar se expor em Harajuku. Com as redes sociais, fica fácil compartilhar seus looks sem precisar sequer sair de casa. Isso, combinado com o envelhecimento da população japonesa/diminuição do número de jovens no país, explicaria o aparente sumiço da juventude estilosa das ruas.

Mas será que é "só" isso? Até agora falamos mais de como fatores externos às comunidades alternativas as afetam. Mas e as mudanças internas?

Vi alguns textos culpando principalmente o comércio de réplicas e os competidores estrangeiros, e como eles diminuem as vendas das boutiques japonesas. Apesar de ser um ponto importante, afinal existe aí uma competição direta, acredito que o problema talvez seja mais profundo.

Conversando certa vez com minha professora de inglês para estrangeiros em Londres, ela comentou que alguns anos atrás vários alunos japoneses iam às aulas vestidos nos trinques em estilos alternativos, super inovadores e comprometidos com seu visual. Hoje em dia, porém, todo mundo usa roupas mais... comuns.

Lojas das redes H&M e Forever 21 em Harajuku. O problema não é tanto a fast fashion em si, mas o impacto que tem sobre as lojas sem igual do bairro.

É fato que a proliferação das redes de fast fashion, oferecendo roupas de forma fácil, rápida, barata e ainda com estilo, causa mudanças no comportamento dos jovens consumidores de moda. Usar um estilo alternativo dá trabalho, pode custar muito caro e tem um impacto social que nem sempre é desejado.

Também não podemos negar a influência da globalização, com o compartilhamento de estilos através da internet. Assim como alguns de nós se inspiram nas j-fashions, a moda japonesa é influenciada principalmente pelas tendências norte-americanas e sul-coreanas, o que leva a uma certa massificação do vestuário.

Muitos dos estilos que reconhecemos como representativos de Harajuku nasceram de uma vontade de se opor às rígidas regras da sociedade - um pouco como o movimento Punk no Ocidente. Mas essa ferocidade do início naturalmente vai minguando, até que existam poucos adeptos do estilo como era originalmente. A influência fica, mas de forma diluída. Assim também as Ganguros deram espaço a estilos mais suaves de Gyaru, e a moda do OTT Sweet Lolita vai se voltando para um Classic mais simples.

A modelo RinRin Doll explica que para ela a moda Lolita tem um quê de feminismo, já que a pessoa não se veste para agradar os outros, mas a si mesma.

A moda é cíclica e precisa desses "respiros" depois de momentos muito intensos. Mesmo dentro de estilos alternativos, que são em geral mais exagerados por excelência, existe esse vai-e-vem - com a exceção de uns poucos corajosos. É um processo natural e que pode ser positivo, por dar a oportunidade de refletir, "resetar", e quem sabe criar algo mais inovador ainda da próxima vez.

Alguns estilos mais recentes, como Larme e Peco-kei, são bem mais próximos da moda mainstream do que, digamos, Visual-kei e Decora - mas nem por isso são ruins. São cheios de possibilidades de crescimento justamente por serem tão abertos à interpretação.

Swankiss/Larme: alternativa suave

É triste ver lojas fechando, mas sabemos que algumas delas permanecem com lojas online ou em outros pontos. Não é o fim para eles. Pessoalmente só espero que, mesmo com todos esses fatores externos, a geração atual de fashionistas não acabe ficando estagnada, se contentando com o estilo ready-to-wear e deixe de flexionar os músculos criativos. Harajuku sempre foi tido como um poço de criatividade e seria uma grande pena perder isso.

Ainda assim, vale lembrar que a criatividade está dentro dos indivíduos. Mesmo se Harajuku como conhecemos hoje fosse demolida e virasse um shopping center gigante patrocinado pela Coca-Cola e McDonald's, a história e a influência do bairro devem continuar. A vontade de querer inovar e se expressar através da vestimenta não está atrelada àquele lugar físico - é uma opção que milhares de pessoas fazem todos os dias, em todo o mundo!

Então, respondendo à pergunta: Harajuku está morrendo?
Acho que Harajuku e seus estilos são que nem a Sininho: existem enquanto houver quem acredite neles.

Fica aqui um convite à discussão!


segunda-feira, 25 de julho de 2016

Lolita 100% nacional e off-brand

julho 25, 2016
Ois!

Depois do bafafá que foi o lançamento do Rocking Horse da Melissa, eu fiquei com a seguinte ideia na cabeça: será que é possível montar um look que se encaixe na moda Lolita, cheia de especificações do jeito que é, só com itens off-brand e nacionais?

E aí, claro, fui atrás de pesquisar e no final das contas consegui montar 3 looks que, acredito eu, não fariam feio em um meeting. É claro que algumas peças são mais difíceis de se encontrar do que outras - saias e vestidos tipicamente lolita não são coisas que acontecem sem querer. Mas com um pouco de criatividade dá pra descobrir peças que são bem versáteis.

Todas essas peças podem (ou já puderam um dia; algumas já esgotaram) ser compradas a pronta entrega em lojas ou sites no território nacional. Nenhuma delas foi feita pensando exclusivamente na moda lolita. Ah! E a maioria tem preços bem favoráveis. Preparados?

Sweet Lolita
Laços: Laçaroty
Cardigan: Endless
Camisa: Posthaus
Saia: Antix
Bolsa: Petite Jolie
Sapatos: ZPZ Shoes
Ok, admito que Sweet não é meu forte, mas realmente queria montar algo com esse sapato e bolsa! ZPZ Shoes é um achado, cheia de calçados engraçadinhos. A Antix sempre foi queridinha das fofas e românticas, e de vez em quando lança peças em comprimento midi que podem comportar algum poof.

Classic Lolita
Tiara: Pri Schiavinato
Camisa: Forever21
Saia: Cuplover
Bolsa: WJ Acessórios
Sapatos: Ana Mello
Não conhecia a Cuplover, mas tem umas peças muito gracinha! A maioria que encontrei é nesse tecido acetinado que é meio raro em lolita, mas quando bem usado fica muito elegante. Procurei combinar com peças simples, mas com toques especiais: o dourado nos sapatos, o relevo na bolsa... Esse é um look que acho que merecia alguma peça mais tipicamente lolita, como está pode tanto ser quanto não ser.



Gothic Lolita
Brincos: Fabiana Haverroth
Blazer: Renner
Camisa: Forever21
Saia: Vudu
Bolsa: Oscar Calçados
Meia-calça: Trifil
Sapatos: Melissa
Saias volumosas e cheias de babados e rendas, como é o comum em lolita, são muito difíceis de se encontrar por aí. Lojas retrô/rockabilly como a Vudu já resolvem metade do problema com suas saias godet, que com certeza acomodam uma anágua (além de ter o comprimento "correto"). O charme fica por conta dos acessórios, que trazem o gótico para o conjunto simples. E vou te falar, a Melissa é realmente uma dádiva nacional para as alternativas <3


Ufa! Não foi tão fácil achar essas peças - e pode ser mais difícil ainda encontrá-las pessoalmente. Mas fica aqui a dica de por onde começar a procurar. Com o tempo se pega a prática e já se sabe só de bater o olho se uma peça funciona ou não para o estilo pretendido. Peças de roupa que parecem não ter nada a ver podem acabar se revelando verdadeiras jóias quando inseridas num bom styling.

Pra se ficar de olho:
- Lojinhas com temática retrô como a Vudu e a ZPZ Shoes
- Românticas tipo a Antix e a Cuplover
- Lojas aleatórias da sua região! Nunca se sabe o que elas podem esconder~

Espero que tenham gostado, talvez se inspirado um pouco. Gosto muito de off-brand em lolita porque as peças podem ser usadas em milhares de outros estilos, algo que nem sempre é verdade com peças feitas para serem lolita.

E vocês? Conhecem alguma outra loja tipo "diamante bruto" que não foi mencionada?

Obrigada por ler e até a próxima!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tanabata: O Festival das Estrelas

julho 18, 2016
Olá!

É o terceiro ano em que vou ao Tanabata Matsuri. Acho que já virou uma tradição! Desta vez as decorações eram temáticas das Olimpíadas, ficou bem bonito já que os mascotes são uma gracinha. Minha parte preferida do festival em si são os enfeites, adoro vê-los balançando ao vento.

Não lembro de ter visto nos outros anos, mas além do palco principal com apresentações tinha um montão de gente usando roupas tradicionais para o desfile, de jovens a dezenas de senhorinhas muito animadas!


Amei esse chapéu de palha ok

Quando cheguei estava chuviscando (como todo ano!), o que destrói um pouco os enfeites de papel, mas até que passou rápido. Eu até acho agradável tomar um pouquinho de chuva. Fui me abrigar na Ikesaki, aproveitei e comprei umas coisinhas ;)

Fui com uns amigos para uma sessão de karaokê no Kampai. Nunca tinha ido nesse, mas gostei bastante! Só senti falta da maquininha portátil para selecionar músicas, que é super prática, e fiquei meio constrangida com a porta do box ser de vidro transparente, parece que tá todo mundo te observando cantar haha

Boa sorte pra todo mundo! <3

Depois fomos comprar amuletos da sorte e tanzakus, aqueles papeizinhos coloridos onde escrevemos os pedidos para depois pendurar nos galhos de bambu. Esse ano escolhi um laranja, representando a felicidade. Segundo minha amiga, o ideal para os pedidos de Tanabata é que o desenho seja dependente 50% de você, 50% do universo. Nem algo que daria pra fazer sozinha, nem algo sobre o qual não se tenha controle algum. É um "trabalho em conjunto"!

Tinha uns enfeites de bichinhos e até da Hello Kitty!

Pra fechar, fomos para mais uma rodada de comidinhas - não é festival sem barracas de tudo quanto é coisa. A galera geralmente se esbalda no gyoza e no nikuman. Não gostei muito do bolo de milho, mas o espeto com bolinhos de camarão e o imagawayaki estavam bem gostosos. Adoro anko~

Nom nom nom

Enfim, foi muito legal como sempre. Pra quem tiver a oportunidade, vale a pena frequentar o festival: é muito bonito, tem uma história interessante e várias coisas diferentes para experimentar e tirar fotos.

Quem foi? Qual a sua comida de festival preferida? :D

Até a próxima!



segunda-feira, 11 de julho de 2016

Sambomaster no Anime Friends

julho 11, 2016
Olá!

Dia 8 começou o famoso Anime Friends. Da última vez que fui no evento, em 2013, não fiquei impressionada o suficiente para voltar. Mas quando fiquei sabendo que o Sambomaster ia fazer um show no sábado, aí sim fiquei animada!


A banda Sambomaster ficou conhecida no Brasil depois de fazer parte das trilhas sonoras de Bleach, Naruto e Densha Otoko. O primeiro show da banda fora do Japão foi ano passado no Ressaca Friends. Infelizmente não fiquei sabendo na época, ou teria ido! Por sorte, esse ano eles voltaram.

O show começaria às 20h, então chegamos por volta das 17:30h para poder aproveitar um pouco do evento sem cansar antes da apresentação. Foi bom porque o lugar já estava bem vazio, sem filas ou multidões, tempo fresquinho... O único ponto negativo é que a maioria dos cosplayers já tinham se trocado ou ido embora, e no escuro ficou difícil fotografar os poucos que restaram.

Selfie antes de sair de casa

Como sempre, tive vontade de participar do Animekê livre mas fiquei com vergonha e deixei pra lá. Acho que sempre vou preferir a privacidade de um karaoke box! No mais, ficamos passeando pelas barracas, comemos um pastel gostoso, porém caro, e deu pra ver também o Especial Dragon Ball, que foi super legal e uma surpresa pra mim - foquei tanto no Sambomaster que nem reparei nas outras atrações haha.

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Quem não curte um Cha-la! Head cha-la!?

Finalmente chegou a hora do evento principal (pelo menos pra mim). O que me encanta no Sambomaster, apesar da simplicidade técnica das músicas, é a energia positiva que eles passam. E é MUITA energia! Realmente sinto como se eles estivesses extravazando seus sentimentos.

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Um pouquinho do Sambô!

As letras das músicas sempre trazem histórias bem-humoradas e mensagens do tipo "nunca desista!" É um estilo divertido e até engraçado, que sempre me faz sorrir. Lembro que na época do vestibular eu sempre ouvia Sambomaster para relaxar - parece que tudo vai dar certo no final!

Mesmo ainda me recuperando de uma gripe, pude curtir muito o show e fiquei feliz pela oportunidade de ter ido!


Fiz até uma fanartzinha pra homenagear a banda :')

Sobre o Anime Friends em si, a dica que eu dou é ir num dia que tenha atrações ou shows de seu interesse, porque nesse caso o ingresso de R$60 compensa. No mais, os itens que estão à venda são os mesmos que se encontra na Liberdade e lojas de nerdice em geral. Acredito que existam outros eventos mais em conta se a intenção for ver os cosplays e interagir com outros fãs.

Quem foi ou ainda vai? Quais as suas atrações preferidas?

Obrigada por ler e até a próxima!


terça-feira, 5 de julho de 2016

Peco-kei, menhera, uchuu-kei... o que são?

julho 05, 2016
Ois!

Outro dia eu estava tranquilamente surfando pela internet quando me deparei com uma foto de "look do dia" com a tag uchuu-kei.

Fiquei olhando para o monitor com cara de tacho e um enorme ponto de interrogação em tons pastel surgiu sobre a minha cabeça. Pra mim, aquele look poderia facilmente ser descrito como fairy-kei ou aomoji ou algum desses outros estilos populares.
O mesmo eu poderia dizer de outros estilos elusivos surgidos recentemente, como menhera e peco-kei. E a partir daí comecei a pensar sobre como vários desses estilos quase não têm diferença entre si. Então pra você que ficou perdidinha que nem eu, vamos lá:

Antes de qualquer um desses, havia decora. Me lembro de quando lolita ainda era old-school e gyaru e decora eram estilos bem populares. Decora vem de decoration e basicamente consistia em looks cobertos por acessórios da cabeça aos pés: milhares de presilhas na franja, muitos colares, muitas pulseiras, muitas cores.

Decora ainda existe! Foto do vídeo do Tokyo Fashion

aomoji é um termo bem amplo: literalmente quer dizer "caracteres azuis", em oposição aos caracteres vermelhos nos títulos das revistas de moda mais tradicional. Ou seja, é um estilo que procura se opor às regras e convenções da moda, deixando cada um vestir o que quiser. Isso muitas vezes resulta em combinações excêntricas, que são o ponto mais marcante do estilo aomoji. Mas, como estilo sem regras, aomoji é praticamente impossível de definir. Alguns looks simplesmente tem "cara de aomoji", outros não. Pra mim, vários desses próximos estilos poderiam ser classificados como sub-estilos dentro de aomoji.

Kyary Pamyu Pamyu, musa do aomoji, e Janz no shoot inspirado que fizemos ano passado <3

Pelas minhas pesquisas, fairy-kei, pop-kei e spank! são a mesma coisa. Spank! na verdade é o nome de uma marca de roupas, e a própria dona da marca, Tavuchi, demonstra certa surpresa com o fato de algumas pessoas chamarem o estilo assim. É um estilo inspirado na cultura pop dos anos 80 até início dos anos 90, com muito uso de cores pastel. Noto que as pessoas tendem a associar o nome fairy-kei com os looks mais esvoaçantes e em cores claras, e pop-kei ou aomoji com os looks mais coloridos.

Tavuchi e Choco! Foto do JapaneseStreets

O nome menhera vem de mental health (saúde mental), e eu diria que faz parte da onda creepy-cute (onde se enquadra também o pastel goth - recomendo esse texto do Moda de Subculturas). É basicamente fairy-kei com elementos médicos ou hospitalares: curativos, pílulas e comprimidos, tapa-olho, byojaku (aquela maquiagem de doentinha), seringas, machucados falsos... como uma versão guro, mas não sangrenta. A meu ver, é mais uma temática sobre um estilo já existente, até porque alguns desses elementos já estavam presentes em outros estilos - por exemplo os curativos coloridos em decora.

Mei modelando para a marca Omocat, achei bem no espírito menhera!

Por falar em byojaku, existe também o Peco-kei. Quem é Peco? Aparentemente a nova musa de Harajuku. A fama dela ainda não se espalhou tanto pelo mundo, mas no Japão há uma certa Pecomania. Ela tem marca própria, a Peco Club, e seu estilo é mais para os anos 90, inspirado em As Patricinhas de Beverly Hills. Ela e o boy Ryucheru (muso do genderless-kei, basicamente androginia kawaii) parecem Barbie e Ken das antigas. Outro ponto importante é que por baixo de toda a fofura, Peco demonstra um pouco de atitude durona: às vezes as roupas têm spikes, palavrões ou frases feministas, o que não acontece na maioria dos estilos kawaii.

Saca só essa franja repartida no meio. Mais 90's não há.

Por fim, chegamos ao uchuu-kei. Uchuu é literalmente espaço sideral, e esse é o tema dos looks. Visualmente, também se enquadraria em fairy-kei/pop-kei ou aomoji, mas com ênfase nos metalizados, holográficos, estampas de estrelas, galáxias e alienígenas, ou o que os anos 80 achavam que o futuro traria. Acredito que esse seja também apenas um tema dentro de estilos maiores, mas como é bem novo, ainda não vi muitas pessoas explicando nem usando na prática, pode ser que o uchuu-kei ainda evolua. 

Estampas siderais e plástico à beça.

Enquanto escrevia o artigo, também me deparei com outros estilos/sub-estilos/temas similares que não são grandes ainda, mas quem sabe...

Mahou-kei: fairy-kei/tudo o que aprendemos hoje com temática de magical girl. Imagine Sailor Moon em tons pastel.

Party-kei: termo criado por uma moça canadense. Fairy-kei com tema festa de aniversário.

Será que esqueci de algum importante? Se souber mais sobre esses ou outros estilos similares, conta pra mim também! :D

Espero que tenha ajudado a desmistificar um pouco esses estilos. Parece que sempre estão surgindo estilos novos, mas muitas vezes eles são evoluções ou interpretações diferentes de velhos conhecidos.
Ah, e eu fiquei curiosa para saber o que vocês preferem: ter todos os estilos bem categorizados com características específicas ou classificações mais vagas e flexíveis?

É interessante que tanto os estilos japoneses quanto os ocidentais estejam convergindo para esse revival das décadas de 80 e 90. Talvez seja graças à internet e globalização, ou porque os fashionistas na faixa dos 20 anos estão se sentindo nostálgicos.

Pra finalizar, deixo esse videoclipe bem gracinha pra se inspirar, com styling da estilosa Elleanor:


Até a próxima!


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